top of page
SAVE THE DATE 2026.png

Ao longo de duas décadas de existência, a Semana de História Política  se tornou um dos eventos acadêmicos mais tradicionais do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (PPGH-UERJ), consolidando-se como um espaço fundamental para o debate historiográfico sobre política, cultura e sociedade.

Em comemoração a sua XXª edição, a Semana de História Política, organizada pelos discentes do Programa de Pós-Graduação em História Política da UERJ, define como proposta para o ano de 2026 o tema “Tecendo memórias: passados, presentes e futuros em disputa”. Neste ano, o evento ocorrerá entre os dias 09 e 13 de novembro de 2026, visando fomentar um espaço de discussão sobre como os discursos acerca da produção e escrita de memórias são construídos ao longo do tempo e em constante disputa por parte de múltiplos sujeitos históricos. 

Os anos 1980 trouxeram uma onda de memória, a valorização do patrimônio, a construção de memoriais, a renovação e a multiplicação de museus. As catástrofes do século XX são as tempestades que gestaram as ondas memoriais, agitando as sociedades contemporâneas. O passado assumiu uma forte presença em diferentes esferas da sociedade, na política, no sistema de justiça, na mídia de massa, na indústria do entretenimento e nas artes. Para Hartog (2003) a substituição epistemológica da história pela memória e o uso cada vez mais recorrente da expressão “passados que não passam”, pŕoduzem uma ameaça não apenas ao nosso senso de futuro, mas também ao próprio hoje. 

Seja por meio da construção de identidades sociais e/ou na preservação da oralidade (Pollack, 1989), a memória está em constante disputa e negociação (Hallbwachs, 1990), flexionando narrativas históricas já consolidadas e aproximando o passado do presente, criando tensões, priorizando lembranças e questionando os limites entre a História e a ficção (Sarlo, 2007; Ricouer, 1997).

Para poder ouvir e entender os passados subalternos. Bevernage (2024) argumenta que o passado histórico deve refletir sobre as heterogeneidades que compõem o nosso próprio presente ou a natureza disjuntiva dos nossos tempos. O passado, cada vez mais contemporâneo, surge e se desenvolve como uma demanda social do presente, exigindo da história uma mobilização que ultrapassa os círculos especializados. Disputados na esfera pública a presença do passado e os sentidos históricos se ampliam e se pluralizam, a história é consumida  e utilizada no cotidiano das formas mais diversas. 

Se o destino da memória é se esvair, a História pode ser o chão da lembrança? Essas formulações se encontram entre a necessidade e o desejo de lembrar, bem como a necessidade e o desejo de esquecer. Atravessados por tais questionamentos e pensando nas possibilidades de futuros possíveis dentro do campo historiográfico (Koselleck, 2006; Hartog, 2013), a XXª Semana de História Política da UERJ se dedica a provocar, propor e reunir debates sobre como temos entrelaçado às linhas do passado, presente e futuro.

Âncora 1
Âncora 1

Apoios:

Assinatura Conjunta Completa Azul-20.png
Logo-IFCH-G-3.png
image.png
Anpuh cor.png
Logo Ilha Flores 2015 png G.png
Âncora 1
bottom of page